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terça-feira, 7 de junho de 2011 Ao Vivo | 18:15

Palocci deixa governo

Por Adriano Ceolin, iG Brasília, e Ricardo Galhardo, iG São Paulo

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deixou o governo nesta terça-feira. O anúncio oficial foi feito por meio de nota enviada pelo ministério (leia abaixo na íntegra). A presidenta Dilma Rousseff está reunida neste momento com representantes de seu núcleo mais próximo no governo para definir como será o rearranjo na Esplanada dos Ministérios. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) assumirá a Casa Civil.

Mesmo após a Procuradoria-Geral da República ter decidido arquivar os pedidos de investigação sobre a evolução patrimonial do ministro, a avaliação do governo foi a de que a escalada da crise tornou sua permanência no cargo insustentável.

Dilma e o Palocci nesta terça-feira durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília

Embora a versão oficial seja a de que Palocci pediu demissão, o ministro segurou-se até o último minuto no cargo. Só saiu depois que a presidenta avaliou que não havia mais condições políticas de mantê-lo no cargo.

A saída começou a ficar evidente quando senadores da base aliada começarem a assinar nesta tarde o pedido de criação de uma CPI para investigar a evolução patrimonial do ministro. A percepção geral no Planalto foi a de que uma investigação congressual contaminaria todo o governo e poderia provocar um estrago ainda maior.

Outro ponto que jogou contra a Palocci foi a resistência da bancada petista no Senado em fazer uma manifestação

formal de apoio ao ministro, a exemplo do que fez a executiva nacional do PT na semana passada. A avaliação de setores do PT é a de que Dilma deve registrar uma queda de aproximadamente 15 pontos nas pesquisas de popularidade do governo, em decorrência da crise aberta por Palocci.

Leia a nota oficial da Casa Civil:

“O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.

O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.

Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento.”

Gleisi Hoffmann assumirá pasta

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi convidada pela presidenta para ocupar o cargo deixado por Palocci e, segundo integrantes da direção do PT, aceitou. O anúncio da substituição será feito após a formalização da saída do ministro.

A senadora tomou a iniciativa de comunicar o PT que recebeu o convite e disse que confirmou a decisão de aceitar a nova função. Gleisi foi o último nome a entrar nas negociações para a vaga. Antes dela, foram sondadas opções como a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e até mesmo seu marido, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Formada em Direito na Faculdade de Curitiba, a senadora Gleisi Hoffman, de 45 anos, é casada com o ministro Paulo Bernardo. Hoje em seu primeiro mandato eletivo, Gleisi foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão em Londrina. Fez parte da equipe de transição do governo Lula e diretora da Itaipu Binacional.

Petista histórica, a senadora iniciou sua carreira política no movimento estudantil, na União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas e Grêmio Estudantil do Cefet na capital paranaense. Também fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Governista radical no Senado, Gleisi apoiou o Código Florestal proposto pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

(Atualizada às 18h55)

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