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quarta-feira, 25 de abril de 2012 Política | 19:14

Câmara aprova novo Código Florestal

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (24) o texto base do novo Código Florestal com as mudanças propostas pelo relator da matéria, deputado Paulo Piau (PMDB-MG). O texto aprovado é considerado mais próximo das demandas dos ruralistas e distante do que queria o Planalto.

Manifestantes protestam em votação do Código Florestal na Câmara

Após horas de discussão, os deputados aprovaram por 274 votos a 184 e 2 abstenções, as mudanças feitas pelo relator ao texto aprovado pelo Senado, contrariando a orientação do governo e dos ambientalistas. Depois de passar pela Câmara, o projeto segue para a presidenta Dilma Rousseff, que pode vetar ou sancionar o texto.

Leia mais: Após perder votação do Código, Tatto diz que precisar ‘dar uma arrumada na casa’

“Perder nunca é bom. O governo perdeu e com a participação de uma parte da base”, disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). Para ele, o relatório de Piau é um retrocesso. O líder não descarta que as questões polêmicas sejam levadas à Justiça.

“Foram duas vitórias importantes, a do texto do Senado, que melhorou muito o texto da Câmara, e a do meu texto, que melhora o do Senado”, disse Piau.

O relator modificou seu texto pouco antes da votação para reinserir o trecho que trata do reflorestamento em margens de rios. As mudanças foram anunciadas por Piau em plenário, após o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), decidir com base no regimento da Casa que a supressão do artigo não era permitida.

Diretor do Greenpeace: “Os brasileiros não querem o Código Florestal”

O plenário, de forma simbólica, também acatou os dispositivos aprovados pelos senadores que receberam parecer favorável de Piau. Após a votação do texto-base, os deputados analisaram os destaques do projeto.

Entre as mudanças que desgradaram o governo, estão a redução da área de reflorestamento nas margens dos rios, a falta de proteção às matas em áreas urbanas e a exclusão de apicuns e salgados como, por exemplo, a criação de camarão, da categoria de área de preservação permanente (APP).

O governo e os ambientalistas defendiam o texto aprovado pelo Senado e enviado à Câmara para nova votação, com o argumento de que, no Senado, a proposta havia sido acordada com o setor produtivo e com os ambientalistas, e que também contou com a aprovação de deputados.

Com Agência Câmara, Agência Brasil e Reuters

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5 Comentários | Comente

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  • Samir Polo | 25/04/2012 19:59

    As pessoas ficarão doentes e morrerão, proporcionalmente ao desmatamento. tristeza!!!

  • CidadãoBrasileiro | 25/04/2012 20:09

    Que se danem as florestas, as futuras gerações e o planeta. Elas ainda estavam conseguindo cumprir com suas magníficas funções mesmo no limite de capacidade, com o monóxido de carbono e outros gases nocivos tentando diariamente sufocá-las.
    Ainda respirávamos por conta delas, mas se podemos destrui-las e ganhar muito dinheiro agora! Então porque trocar dinheiro vivo, (din din, money, grana…) com o qual podemos ostentar nossa vaidade, nosso poderio econômico para essa atual sociedade capitalista, por esse tal de oxigênio que a gente nem vê?
    Felizmente as mudanças no código só favorece uma minoria, e eu, como um bom cidadão brasileiro, acredito que antes que morra toda a humanidade, uma massa maior e inteligente, empenhada, poderá no futuro, sobrepor aos interesses desses poucos latifunidiotas.

  • Geraldo Pinto de Mello | 25/04/2012 20:21

    Temos no Brasil reservas de petróleo ainda não exploradas por falta de recursos. Temos até que recorrer à empresas estrageiras. O Basil jogou dinheiro fora na Bolívia e em outros países.
    A Petrobras está deixando de investir no Brasil para investir na Argentina. Será que a lição da Bolívia não foi suficiente? Mesmo sabendo que a reputação da Argentina não é boa? Será que há interesses escusos no meio disso?

  • luiz gustavo | 25/04/2012 20:29

    Que Vergonha esse codigo florestal só interessa aos grandes latifundiarios e não visa a opinião do povo!!!!!!!!!!!!

  • Pedro | 25/04/2012 20:29

    Qual foi a modificação do relator? O que vai fazer com que o Pais ganhe ou perca? Porque se pensa em termos radicais, quando se trata de evolucao tecnológica? Isso não deveria passar por estudiosos do meio ambiente e a tecnológica? Acho que sou muito leigo neste assunto, porque o rio Tietê não esta neste constesto?

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