Bope e Choque entram de prontidão contra greve no Rio
O Bope(Batalhão de Operações Policiais Especiais) e o Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio vão entrar em prontidão à 0h desta sexta-feira, por conta da possibilidade de greve das polícias e do Corpo de Bombeiros do Estado. Dependendo da decisão da assembleia que começou por volta das 18h30 desta quinta-feira, a prontidão pode ser antecipada.
O Bope e o Choque são considerados reserva técnica do comando-geral da corporação. O Choque conta com aproximadamente mil homens e é treinado para o controle de distúrbios civis e ações táticas. O Bope tem 400 militares.
São integrantes do Choque que estão fazendo a segurança externa da Alerj (Assembleia Legislativa) desde terça-feira (7). Um carro do batalhão está à frente da Casa onde nesta quinta-feira os deputados estaduais aprovaram a proposta substitutiva do governo para o reajuste da PM, da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
No sistema de prontidão, os policiais que estiverem de serviço não podem deixar a unidade, ficando no quartel para eventual necessidade de emprego imediato. A unidade conta com o Grupamento Tático de Motociclistas.
Segundo o plano de contingência do comando da PM, o Choque e o Bope devem ser as únicas unidades a entrar de prontidão, embora o governo tenha determinado a prorrogação do horário de todas os batalhões operacionais.
Esses policiais podem ser empregados para atuar em áreas de batalhões onde haja maior adesão à greve.
O Batalhão de Choque vive um momento positivo e de prestígio desde a prisão, pela unidade, do chefe do tráfico na Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, em novembro. É considerada, junto com o Bope, uma tropa de confiança do comandante-geral, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, e do chefe do Estado-Maior Administrativo da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto.
Nesta semana, o comando geral da PM determinou aos comandantes de unidades que fizessem discursos à tropa na Ordem do Dia com o objetivo de demover os praças de fazer greve.
O principal argumento usado é o de que na atual gestão houve mais progresso e aumento do que nas anteriores e que é impossível atender a todas as reivindicações.
Autor: Redação iG Tags:Nenhum comentário
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